CONTRA-AGENDAMENTO NA FOLHA DE SÃO PAULO: Opinião Pública e presença dos candidatos a presidente do PSDB e PT no jornal (2006 e 2010)

  • Emerson Urizzi Cervi – Universidade Federal do Paraná – UFPR/Brasil Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • Leonardo Medeiros BARRETTA Universidade Federal de Ponta Grossa (UFPG)
Palavras-chave: Agenda-setting. Eleições 2006 e 2010. Intenção de voto.

Resumo

Desde que começou a ser mais fortemente difundida a hipótese do agendamento jornalístico, em1972, o paradigma dos “efeitos limitados” da mídia vem sendo revisto. McCombs e Shaw (1972) deram visibilidade ao conceito de agenda-setting no campo do jornalismo ao demonstrarem a relação entre a agenda da mídia e do público, com a primeira influenciando a segunda. Novas pesquisas têm mostrado a relação, porém de forma inversa, isto é, o público agendando os meios de comunicação, ou seja, o contra-agendamento. O artigo analisa a contra-agenda nas duas mais recentes eleições presidenciais no Brasil: 2006 e 2010. A hipótese é que a função de contra-agenda é maior que a de agendamento na cobertura dos candidatos à presidência pela Folha de São Paulo. Os resultados mostram que o efeito de contra-agenda é superior ao de agendamento para os casos analisados.

Biografia do Autor

Emerson Urizzi Cervi – Universidade Federal do Paraná – UFPR/Brasil, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Professor do programa de Pós-graduação em CiênciaPolítica e do Programa de Pós-graduação em Comunicaçãoda Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutorem Ciência Política pelo Iuperj em 2006. Pesquisador nasáreas de Comunicação Política e EleiçõesE-mail: ecervi7@gmail.com

 

Leonardo Medeiros BARRETTA, Universidade Federal de Ponta Grossa (UFPG)

Graduado em Comunicação Social - jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. Pesquisador do grupo de pesquisa em Mídia, Política e Atores Sociais.

E-mail: leobarretta@gmail.com

Publicado
2014-01-17