Inovação e institucionalização na indústria fonográfica brasileira: Um estudo de caso das estratégias de negócio de músicos autônomos no entorno digital

  • Leonardo De Marchi Centro Universitário de Volta Redonda Fundação Oswaldo Aranha (UniFOA, RJ)
Palavras-chave: indústria fonográfica, produção independente, inovação, institucionalização, abordagem político-cultural dos mercados

Resumo

Neste artigo, realiza-se um estudo de caso exploratório das estratégias de negócio no entorno digital de artistas brasileiros: O Teatro Mágico, Móveis Coloniais de Acaju, Forfun e Calcinha Preta. O objetivo é observar regularidades que revelem a difusão de inovadoras práticas de distribuição e comercialização de produtos relacionados à música por uma nova categoria de produção fonográfica, os "artistas autônomos". A hipótese é que ocorre uma "institucionalização" de determinadas estratégias de negócio aplicadas no entorno digital por esses agentes do mercado fonográfico. Através da análise de sites dos artistas e entrevistas individuais semiestruturadas, demonstra-se que práticas como a distribuição gratuita de fonogramas ou a venda de produtos de merchandising são adotadas de forma sistemática pelos artistas autônomos estudados. Conclui-se que tal institucionalização dessas estratégias de negócio aponta o início de uma nova fase da destruição criadora da indústria fonográfica no Brasil.

 

Biografia do Autor

Leonardo De Marchi, Centro Universitário de Volta Redonda Fundação Oswaldo Aranha (UniFOA, RJ)
Doutor em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Professor do curso de Comunicação Social do Centro Universitário de Volta Redonda Fundação Oswaldo Aranha (UniFOA, RJ). O autor gostaria de agradecer a Pedro Simões Corrêa Graça, aluno de Publicidade e Propaganda da UniFOA, e a Daniel Domingues, do coletivo Ponte Plural (Niterói-RJ), pela ajuda decisiva na obtenção de informações para este artigo. 
Publicado
2012-08-05